domingo, 7 de fevereiro de 2010

"...onde a água e o céu dão um abraço infinito..."

Não é preciso muito para se falar de eternidade. Basta os meus olhos correrem para o lado para encontrarem os seus e ali, ao ignorar meu reflexo, algo me prende e eu vejo ao fundo. Brilha e ofusca-se em mistério. A única forma de desvendá-lo é a cada passo. A cada barulho de couro se contorcendo em torno dos pés, mais claro se fica o escuro a um palmo. No caminho enxerga-se duas linhas ditas paralelas: Se encontram no infinito. E é duvidando deste fato que seguimos em frente. Assim, espero que a eternidade seja do tamanho do infinito que enxergo ao seu lado, pois a distância percorrida - a partir do seu olhar ao ponto de intercepto das retas - é o tamanho do meu amor.