terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sétima linha

"...com tão estúpidos sentimentos de posse..."

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

No nosso lar, com a nossa gente

(14 JUL 10.) Passarão em frente àquela casinha e, vendo a luz acabando e ser acesa no início do ainda escuro dia, irão se perguntar quem vive atrás daquelas cortinas verdes.

O lugar: Bem pequeno, com paredes branquinhas e uma rede na varanda da cor que você apontar na vendinha de artesanatos. A janela das cortinas é dando para a sala que, por sua vez, é ligada a cozinha e, por isso, dela sai o cheiro do café sendo passado. A porta principal se abre, mas de fora nada se vê por causa dos penduricalhos de pequenas frangas e elefantes que levam a sorte lá pra dentro.

Uma pista é dada: os penduricalhos se remexem fazendo barulho e deles se revela uma caneca em mãos e o pijama comprido se arrastando ao chão, enquanto ela anda descalça. Caminha até a rede, provavelmente marrom, e se senta a observar o horizonte, ou a sentir o seu cheiro. Fica ali algum tempo até que a segunda pista aparece à porta com dois de seus sanduiches em mãos. Ela se desvia de seu caminho e apanha o jornal fresquinho em meio ao jardim, senta-se também na rede e divide com a outra os sanduiches e o caderno preferido.

Nada precisa ser dito. As pessoas de fora escutarão no máximo o estalo de um beijo roubado de bom dia. E o cheiro do dia nascendo parece agora mais completo pela presença dos outros cheiros: do café, do sanduiche, do jornal e, principalmente, da outra. Esse ambiente de conforto estimula o dia a nascer e, então, o sol por detrás das montanhas a sair, o resto da cidade se despertar e os passarinhos a cantar.

Lá de dentro vem um outro barulho. As frangas e elefantes não são perturbados dessa vez. As duas olham para a porta e no cantinho enxergam a terceira delas, a mais pouquinha, falando "tsc" para os passarinhos.

Esta cena, acompanhada de muitas risadas será presenciada todos os dias, mas as pessoas continuarão se perguntando quem vive ali. As pistas não são suficientes para dizer, afinal, há um pouco de você e de mim em cada uma delas. Mas, se perguntadas, não haverá uma pessoa que não vá se arriscar em dizer que por detrás daquelas cortinas verdes, da parede branquinha e dos penduricalhos, vive o amor!

domingo, 20 de junho de 2010

Dearest,

Para que um amor dito, se posso vivenciá-lo falando muito mais alto em meio ao simbolo de infinito que vive perdido em meio ao nosso abraço? Não me importo que faltem palavras, afinal, só assim vamos continuar inventando neologismos para fazer dele um amor único.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

"...onde a água e o céu dão um abraço infinito..."

Não é preciso muito para se falar de eternidade. Basta os meus olhos correrem para o lado para encontrarem os seus e ali, ao ignorar meu reflexo, algo me prende e eu vejo ao fundo. Brilha e ofusca-se em mistério. A única forma de desvendá-lo é a cada passo. A cada barulho de couro se contorcendo em torno dos pés, mais claro se fica o escuro a um palmo. No caminho enxerga-se duas linhas ditas paralelas: Se encontram no infinito. E é duvidando deste fato que seguimos em frente. Assim, espero que a eternidade seja do tamanho do infinito que enxergo ao seu lado, pois a distância percorrida - a partir do seu olhar ao ponto de intercepto das retas - é o tamanho do meu amor.