sábado, 26 de dezembro de 2009

"Porque fizeste anos..."

(26 DEZ 09) Faz pouco tempo que o relógio marcou meia-noite e deu-se a virada do dia. Acho engraçada essa convenção de que a partir dali é 26 de dezembro. Aliás, todas as convenções de tempo – dias, horas, meses, anos – são engraçadas: no final, temos que nos contentar com o “agora” mesmo! E agora mesmo, quando o relógio marcou meia-noite, estava eu a olhar para o céu e me veio a vontade de te ligar. Assim, não só porque é o seu aniversário, minha intenção não é gastar o interurbano para ouvir um “obrigada” a cada “parabéns” ou a cada coisa boa que costumam desejar neste dia. Comemorar a sua existência eu comemoro a cada vez que você faz meu dia valer a pena e, por isso talvez, já te desejo tudo de melhor sempre. Hoje eu iria te ligar e, depois que você dissesse “alô” com o seu accent, eu iria querer saber se você podia ver a lua. Porque agora a pouco, quando olhei para o céu de BH, o tempo não estava bom, nuvens e nenhuma estrela. Daí fiquei preocupada de não haver lua em seu céu no dia de hoje. Foi então que pensei em pegar o telefone, mas pensei também que, se o fizesse, teríamos que nos contentar mais uma vez com o “agora” da minha ligação. Por isso, bolei este plano de fazer com que esse momento - e tudo que eu pretendia dizer com ele – permanecesse em algum lugar, pelo menos dessa vez: aqui.