Você deitada nua e macia sobre mim na cama improvisada em meio a sala. O silêncio permanecia quieto, a não ser pelos olhares trocados, deliciados pelo sabor nostalgia. Algo semelhante a um sorvete de casquinha: Doce, porém, se derreteria até o final da próxima música e, então, só restaria em nossas bocas o gosto amargo de um amor que um dia existiu.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Untitled.
Papel, caneta e nenhuma palavra. Talvez porque o que eu quisesse dizer só fluiria naturalmente se fosse escrito em você. Seja com os meus olhos que dessa vez não se desviariam, com a minha boca que hoje não resistiria a sua ou, se fosse preciso, soletraria cada palavra no seu ouvido com meus dedos entrelaçados em seu cabelo. E assim, elas não seriam só palavras em uma folha em branco guardada no fundo de sua gaveta.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Rabiscos de Abril.
Seus olhos na capa.
Rabiscos de lápis preto que refletem todas as cores.
Algo tão bonito e raro,
Que eu admiro e me esqueço
(Ou evito)
Abrir o livro.
Rabiscos de lápis preto que refletem todas as cores.
Algo tão bonito e raro,
Que eu admiro e me esqueço
(Ou evito)
Abrir o livro.
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