Comecei por aquela dos Beatles. Dez dólares num shopping de Burlington. A outra veio um ano depois. O que me chamou atenção? “So Brazilian”. Mas o que eu gosto mesmo em uma bolsa é a sua utilidade. Quer conhecer uma pessoa, pergunte o que ela carrega consigo. Chaveiro de tartaruga com as chaves de casa; Minha carteira amarela; Minha agenda/calendário; Meu iPod; Meu caderno vermelho sem pautas; Minha bolsinha de canetas corroída por acido; Minha caneta verde; Meus óculos; Bloquinho de marcadores; E, atualmente, um livro da Cecília. Além das coisas materiais, tem aquela foto imaginária do dia em que dividi o cachecol verde com um amor; A lembrança de um dia de muito frio em cima do lago, com amigos que me fazem falta; O último olhar de uma pessoa que deixei pra trás; O cansaço e os risos no final daquele dia “coolt”; Alguns sonhos... Por isso o cuidado com a bolsa. Tudo de especial, eu levo lá dentro.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Para um Primo.
Lembro de uma vez que fui com você ao Otorrino. Não me lembro muito bem o motivo da consulta, acho que você escutava a televisão no último volume e estávamos la: Eu, você e seu pai no consultório. O medico analisou o seu ouvido, pediu pra que se sentasse e logo depois para que eu saísse da sala. Foi uma situação tensa. Minha mente de criança não conseguia imaginar outro motivo para o medico agir daquele jeito: era algo serio. Fiquei ali fora esperando que a porta se abrisse. Foram poucos minutos, mas minha preocupação fez com que eles fossem longos. Ate hoje não sei o que foi dito aquele dia. Só sei que não era grave e; Eu já te amava.
(JUL 08) Confesso. Enquanto você esteve longe, dormi com o seu Porquinho. Abraçada a ele tenho a sensação de estar do seu lado, afinal só ele sabe por que aquela noite você não dormiu, porque naquela outra você estava chorando e foi pra ele que você contou o que te aconteceu nos últimos anos que te deixou feliz. Só ele sabe o que você pensa, quem você realmente é. E pensando nisso outra noite, não resisti a perguntar ao Porquinho se você me ama. Ele ficou calado, continuou com aquele mesmo sorriso, pegou o lençol e cobriu meu ouvido.
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